WWE 2K26 entra em polêmica após patch acabar com exploit de RXP no Ringside Pass

WWE 2K26 mal chegou para todos os jogadores e já está cercado por uma das primeiras grandes polêmicas do seu ciclo: o fim de um exploit de farm de RXP que vinha sendo usado por quem queria avançar mais rápido no novo Ringside Pass, o sistema de progressão estilo Battle Pass introduzido nesta edição.

A controvérsia começou a ganhar força depois do Patch 1.04, que alterou a forma como o jogo distribui RXP em lutas muito curtas. Na prática, a atualização encerrou um método popular entre jogadores que estavam acelerando a progressão no passe premium. A reação, como era de se esperar, foi imediata.

O exploit de RXP que a comunidade abraçou

Antes do patch, muitos jogadores haviam encontrado um jeito simples de ganhar RXP rapidamente em WWE 2K26. O método consistia em ajustar os sliders de gameplay para deixar submissões mais poderosas e, em seguida, iniciar lutas 1 contra 1 contra Eric Bischoff, um dos personagens mais fracos do elenco em termos de ranking no jogo.

O resultado era previsível: vitórias em poucos segundos e uma progressão extremamente rápida no Ringside Pass.

Para quem comprou a versão premium do sistema, isso parecia quase uma solução perfeita. Em vez de passar horas repetindo partidas, bastava aproveitar a brecha e subir de nível em ritmo acelerado. Só que a festa durou pouco.

Patch 1.04 fecha a porta

A 2K decidiu agir diretamente sobre esse comportamento no Patch 1.04. A principal mudança foi objetiva: se uma luta for concluída em menos de 60 segundos, o jogador ainda recebe o RXP de conclusão, mas perde os bônus extras de vitória.

A própria desenvolvedora deixou claro nas notas da atualização que a mudança foi pensada justamente para conter o exploit. Em tom de brincadeira, a empresa comentou que os jogadores estavam se divertindo demais fazendo Eric Bischoff desistir e que era hora de dar um descanso ao “Eazy E”.

O problema é que a comunidade não achou muita graça.

O Ringside Pass virou o centro da discussão

A crítica não gira apenas em torno do exploit em si, mas do contexto em que ele existia. WWE 2K26 introduziu o Ringside Pass, um sistema com versão gratuita e premium, oferecendo itens como Superstars via DLC, taunts para o modo The Island e Personas.

Só que, junto com isso, o jogo também trouxe um recurso que costuma acender alerta imediato nos jogadores: os Tier Skips, que permitem avançar níveis do passe por meio de microtransações.

É aí que a suspeita começa.

Para uma parte da comunidade, a leitura foi simples: o exploit foi removido rapidamente porque permitia avançar no Ringside Pass sem depender do grind tradicional — ou da tentação de comprar saltos de nível. Em outras palavras, a percepção de muitos jogadores é que a 2K foi veloz para corrigir algo que afetava o modelo de monetização, enquanto bugs e problemas menos ligados ao lucro frequentemente levam mais tempo para serem resolvidos.

A justificativa da 2K até existe, mas não convence todo mundo

Do ponto de vista do design, a 2K tem um argumento razoável. Um sistema de progressão pensado para durar semanas ou meses perde completamente o equilíbrio quando surge um método que permite que ele seja “quebrado” em minutos. Isso reduz o valor da estrutura planejada para manter o jogador ativo no longo prazo.

Só que o outro lado também é forte.

Muitos fãs argumentam que, se já pagaram pelo passe premium, deveriam ter liberdade para desbloquear as recompensas do jeito que preferirem. Para esse grupo, o problema não é o exploit existir, mas o fato de o jogo exigir grind demais para liberar conteúdo que já foi comprado.

E convenhamos: esse tipo de sensação pesa ainda mais em 2026, quando boa parte da comunidade já anda cansada de sistemas de progressão montados para prender tempo do jogador como se ele tivesse agenda de adolescente em férias.

A 2K aumentou o RXP, mas o grind continua

Para amenizar a repercussão, o Patch 1.04 também aumentou os ganhos de RXP em partidas normais.

Antes da atualização:

  • concluir uma luta rendia 25 RXP
  • vencer rendia 85 RXP

Depois do patch:

  • concluir uma luta passou a render 30 RXP
  • vencer passou a render 105 RXP

Além disso, as Custom Matches foram adicionadas à lista de modos que concedem RXP, que inclui:

  • Play Now
  • Universe
  • MyRISE
  • Showcase
  • MyGM
  • MyFACTION
  • The Island
  • Custom Matches

Na prática, a 2K tentou compensar a perda do exploit tornando a progressão cerca de 20% mais generosa. Ainda assim, para muitos jogadores, isso está longe de resolver a raiz da insatisfação.

Porque o problema nunca foi apenas a quantidade de RXP. O problema é a sensação de que o jogo quer administrar seu tempo até quando o conteúdo já foi pago.

Pelo menos o Ringside Pass não expira

Se existe um ponto positivo nessa história, é que o Ringside Pass de WWE 2K26 não é limitado por tempo da mesma forma que outros passes de batalha famosos.

Segundo a própria 2K, quando uma nova temporada for lançada, a anterior não desaparece. Isso significa que o jogador pode continuar desbloqueando recompensas antigas depois, sem a pressão de correr contra o relógio.

Esse detalhe é importante porque ameniza uma das maiores críticas aos Battle Passes modernos: a sensação de que você precisa transformar o jogo em obrigação para não perder conteúdo.

Em WWE 2K26, ao menos por enquanto, esse medo é menor.

Uma polêmica que diz muito sobre os jogos modernos

No fim das contas, toda essa treta em torno do exploit de RXP mostra como até um jogo de luta livre acaba esbarrando no mesmo debate que já domina os títulos multiplayer e esportivos há anos: até que ponto a progressão existe para divertir o jogador — e até que ponto ela existe para empurrar monetização?

WWE 2K26 pode até ter aumentado a recompensa por partida, mas isso não impede que muita gente veja o Patch 1.04 como mais um exemplo de uma indústria que corrige rápido o que ameaça o caixa e devagar o que atrapalha a experiência.

E quando essa percepção se instala, não adianta muito vir com piadinha nas patch notes. A comunidade percebe.

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