Leon volta com estilo em Resident Evil Requiem: machado tático, inventário “maleta” e combate mais agressivo

A Capcom liberou uma prévia bem detalhada do gameplay do Leon S. Kennedy em Resident Evil Requiem — e dá pra dizer sem medo: a vibe dele puxa forte o DNA do remake de Resident Evil 4, só que com alguns temperos novos (e um deles é um machado tático que parece absurdamente brutal).

O texto publicado no PlayStation.Blog conta que o jornalista Tim Turi jogou algumas horas e que as seções mostradas se passam no hospital Rhodes Hill, com o Leon aparecendo pela primeira vez desde o anúncio do jogo em dezembro.

Dois protagonistas, duas “experiências” bem diferentes

O jogo deixa claro a separação de proposta entre a Grace e o Leon:

  • Grace Ashcroft: foco em fuga, quebra-cabeças e gestão de recursos; combate mais “improvisado” e tenso.
  • Leon: combate mais intenso e controle de multidões, buscando aquele equilíbrio entre o horror mais contido de Resident Evil 2 e a ação mais elétrica do RE4 remake.

E tem um detalhe narrativo interessante: o diretor Kōshi Nakanishi comenta que o Leon está mais velho, carregando o peso de “quase 30 anos” lidando com bioarmas — o que deve refletir na aparência, personalidade e até num tom mais pessimista.

O que muda no gameplay do Leon

Inventário “maleta” voltou… e é maior

O inventário do Leon usa uma grade 7×10 (bem no espírito do sistema do RE4 remake), com rotação, organização manual e opção de auto-organizar. Já a Grace começa com um inventário mais “clássico” e limitado, exigindo mais idas a caixas e upgrades de capacidade.

Armas, estatísticas e o “Revólver Requiem”

Além de pistola e shotgun, o Leon tem acesso a granadas, e as armas exibem estatísticas (potência, estabilidade, precisão, cadência etc.), com upgrades seguindo uma lógica parecida com RE4 — mas sem detalhes completos por enquanto.
O destaque é o revólver “Requiem”, com poder de perfuração alto (tipo “canhão de mão”), em troca de pouca munição. O próprio Nakanishi comenta o simbolismo do nome como um “réquiem” ligado às consequências do incidente de Raccoon City.

O “machado tático” substitui a faca (e muda tudo)

A troca é grande: Leon usa um machado tático como arma corpo a corpo. Ele permite:

  • defesas precisas, no estilo parry;
  • golpe forte carregado (mais lento, mas bem destruidor);
  • golpes furtivos (agachar e finalizar);
  • interação fora de combate, como abrir áreas inacessíveis para a Grace.

E tem um detalhe “videogame raiz” que eu curti: o machado tem indicador de afiação e precisa ser afiado quando gasta — mas não quebra.

Motosserras: tradição mantida (e agora você usa!)

A demo inclui médico com motosserra (sim, isso virou “gênero” dentro de Resident Evil). Se você derrotar o inimigo, dá pra pegar a motosserra e varrer infectados — com o aviso clássico: cuidado quando ela cai girando no chão, porque ainda machuca.

O que dá pra concluir (sem hype cego)

Se essa prévia representa o “núcleo” do Leon, parece que Requiem está tentando acertar um mix bem estratégico:

  • Grace segurando o horror, tensão e economia de recursos;
  • Leon entregando catarse, combate técnico e agressividade, com ferramentas que reforçam a fantasia de “profissional veterano”.

Ou seja: dois sabores no mesmo prato, pra agradar tanto quem quer sofrer no survival horror quanto quem quer “resolver o caos” na base do ferro e da pólvora.

Segundo o post do PS Blog, Resident Evil Requiem tem lançamento marcado para 27 de fevereiro.

Fonte: BlogPlaystation

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